|
Ainda é possível
perceber o quanto a geada “queimou” os vegetais nas últimas
semanas, principalmente depois da geada negra (geada do vento),
que ocorreu na terça-feira, dia 29, quando as temperaturas foram
mais uma vez abaixo de zero aqui no Alto da Serra do Botucaraí. Em
Soledade as mínimas foram recordes para o mês de maio, chegando a
registrar -3,9º no abrigo que tenho lá no Loteamento Almeida, que
é um abrigo baseado em condições padronizadas, de madeira com
venezianas, semelhante aos utilizados pelos institutos de
meteorologia. No termômetro da Praça chegou a marcar -6º, o que
não reflete a realidade e sim um referencial, pois é sabido que os
termômetros de rua, pela própria exposição, acusam temperaturas
mais baixas do que o verificado em estações padrão.
O que mais nós
sentimos é a sensação térmica, que embora muita gente não saiba,
em condições de bastante vento e umidade, a temperatura sentida na
pele humana fica bem mais baixa do que o registrado nos
termômetros. Por exemplo, na última terça-feira com a temperatura
de -2º, -3º ao amanhecer, em função do vento sudoeste (Minuano)
que soprou com rajadas, a sensação em alguns momentos chegou a
-10, -15 e até mais, dependendo da velocidade do vento.
O quadro é
reflexo do fenômeno La Niña, que é o oposto do El Niño. Em
períodos de La Niña as massas de ar frio encontram maior
facilidade de atingir o Brasil enquanto que em períodos de El Niño,
ocorre mais chuva no sul do país e os invernos não são tão
rigorosos.
Para variar, os
modelos indicam frio e umidade para o final de semana. Portanto,
no início de junho o frio deverá ter continuidade. Lembram quantas
vezes eu disse que o nosso inverno não obedece calendário?
Oração: “Pai da eterna luz, temos visto o cumprimento de tua
palavra em que dissestes através de teus profetas: A ciência se
multiplicará, o homem se embrutecerá e o amor de muitos esfriará.
Dá-nos força, ó Mestre Jesus, para preservarmos o amor, que
possamos resistir ao mal e que sejamos perseverantes no bem”. |