
A razoável quantidade de chuva da semana passada amainou o desespero dos que regulam seus negócios através das chuvas regulares e melhorou um pouco a terrível sensação de fornalha a que estavam submetidos todos os que, não tendo condições ou recursos financeiros, não usufruem da relaxante temporada na orla marítima.
Melhorou o tempo, diminuiu o calor, mas nem de longe alcançamos a regularidade comum de outros anos.
A seca continua, o calor ainda é anormal e diferenciado, os prejuízos na lavoura são praticamente irreversíveis, mas a situação não é mais tão crítica.
Ainda sob os efeitos das festas do fim e mudança de ano, das férias e do carnaval que se aproxima, a cidade caminha lenta entre o despertar e a retomada.
Os poucos que não desaceleraram e continuaram segurando a peteca deram conta do recado e mantiveram o caldo quente.
A reunião com a Reitoria da UERGS mostrou claramente que todos estão carregados de boa vontade sobre a unidade de Soledade. Existe a possibilidade, mas vai depender de uma boa política, não se podendo navegar nas águas fundas da inverdade e da politicagem.
É importante envolver a comunidade e principalmente a juventude no processo. A decisão não pode ser do ambiente refrigerado dos gabinetes, mas sim do ambiente quente das assembleias e da força popular das audiências públicas.
No aspecto político partidário, a eleição municipal seguiu a sua marcha, as gestões tiveram sequência e os temas cruciais para a comunidade foram mantidos em alerta máximo.
Os prazos começam a frear o entusiasmo dos que têm a obrigação de decidir as probabilidades e encaminhar as definições, forçando com que o possível tome o lugar do provável e a conjuntura ceda lugar à realidade palpável.
Das descomprometidas teorias e fantasiosas alianças é preciso partir para o que de fato existe e pode ser materializado.
Na oposição, durante meses se ouviu falar do centrão e da grande disputa interna para saber quem é quem. Diziam que a definição seria traumática, que o risco de rompimento era sempre iminente, que todos queriam o trono e ninguém abdicava da coroa.
Os finalmente mostram uma situação bem diferente, com Paulo Cattaneo do PMDB e Alisson Ferronato do PT saindo candidatos e sem nenhum trauma.
Na situação o quadro não foi diferente e até pareceu replay. Até poucos dias o comentário era de que haveria surpresa, que a aliança corria riscos e que novos nomes poderiam aparecer na chapa formada pelo PP/PDT. Arguiam desgaste, descontrole, crise de imagem e identidade. Não foi o que apareceu nas pesquisas e avaliações de final de ano, o que tranquiliza o Paço e remete para uma definição sem surpresa.
Não ficam dúvidas, se o óbvio não for suspenso, que a aliança que governa será mantida e ampliada e os candidatos serão Cainelli e Vizzoto.
Sem marolas ou tsunamis, será uma eleição paroquial de duas chapas e com características de plebiscito, onde de um lado ficam os contras e de outro os à favor.
Parodiando a agricultura, é hora de colher os frutos da semeadura, que se foi boa e bem cuidada, será abundante e farta. O risco fica por conta da recíproca, que mesmo contestada, é necessária e verdadeira. Boa semana!